terça-feira, 17 de maio de 2016

Brasil, Abril de 2015.

Fiquei um período sem me manisfestar no facebook. Falar de política na rede social tornou-se tão efetivo quanto uma criança de três anos sozinha no banheiro chamando a mãe (deficiente auditiva) para realizar sua higiene íntima ao terminar o número dois. Para quem não consegue imaginar, descrevo uma cena em que pedimos algo, pedimos, pedimos, aumentamos o tom de voz e nada. Segue-se lá, sujo e sem a proatividade mínima para resolver a problema.
Hoje não falo sobre política. Falo sobre os críticos de plantão. O bom e velho espírito de porco, digo, mau e velho ... que hoje a sociedade cibernética elevou a "hater".
Para quem ainda não sabe, estes entes desconhecidos que pairam pela sociedade virtual são aqueles que odeiam e criticam tudo e a todos. Idiossincrasias da sociedade atual: ter o direito de organizar, esculhambar, elogiar, defender, achincalhar ou simplesmente levar uma pessoa ao seu limite emocional com a exposição não autorizada de fotos íntimas.
Ao mesmo tempo em que somos livres para termos nossas vidas divulgadas tipo reality show, temos o direito de expressarmos nossas opiniões e odiarmos em público. Há espaço para a idéia seja ela qual for, mas também há ambiente fértil para a discórdia. Isso tudo registrado nos feeds de notícias alheios. Enquanto isso o mundo real segue aparentemente incólume e offline.
Sem querer mudar de assunto, mas já mudando só para não perder o costume ... Que fim deu o movimento civil dos milhões nas ruas? Espero que não tenha virado piada de internet.

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