terça-feira, 17 de maio de 2016

Reflexão sobre a reforma política - Março de 2015.

Sou contra o impeachment. Sou a favor de um novo sistema político, que só seria atingido com esforço e participação direta da sociedade. O foco de possíveis protestos a partir do dia 15 deveria ser esse. Recuso-me a perder uma hora sequer para colocar Michel Temer na liderança desta embarcação. Isso é claro, se a possibilidade de um impeachment fosse de fato real.
Mas você deve pensar, e eu com isso? Por que este cidadão comum manifesta-se aqui podendo ficar calado?
Não sou jornalista, entendo o básico, tipo nível-Lóide de ciências políticas. Quem seria eu para gerar opinião numa rede social?
Bom, tenho visto que as pessoas em geral reclamam e a insatisfação cresce exponencialmente à medida que vão realizando o que se passa na economia. Sentem no bolso, mas poucas racionalizam. Política é assunto indigesto. Eu particularmente acho um tema massante, mas-porém-todavia-contudo, tenho especial carinho pelo recurso que me é concedido com o "suor do meu emprego".
Não tenho cara de palhaço e não lido bem com armas de fogo. No caso, a revolução armada não seria inteligente. Então eu escrevo e quem sabe alguém se anime a seguir. É fato que há desconhecimento, desinteresse, descrença ... por parte da maioria dos brasileiros em relação ao contexto político atual. Tirando a gasolina e o Dollar, o resto "tá maneiro". Perdeu-se a confiança no que se compartilha, na mídia impressa, em políticos da oposição, etc. Restou a desorganizada e pouco embasada reclamação virtual. Estéril. Restou, portanto, a palavra humilde de cidadãos comuns que desejam organizar essa baderna.
Sou médico, tenho 32 anos e não tenho muitas credenciais que me conferem ares de formador de opinião além de alguma experiência na linha de frente do SUS, a paixão pela cirurgia e pela vida. 
Talvez acrescentaria alguma coisa de leituras diárias, casmurrice, mas não sou de fato um exímio cientista político ou sequer tenha perfil de liderança. Não tenho credenciais, mas acho que calado eu faria pior.

A moda da década são as correntes das redes sociais. Seguindo essa lógica optei por adotar a cara de pau ensinada pelos nossas lideranças políticas e auto intitular me formador de opinião.
Então, impeachment para que? Para colocar o PMDB no trono?
O senhor FHC foi chamado internamente para ajudar no "desembróglio" da crise política que vem devastando o governo Dilma. O senhor do Plano Real condenou o modelo criado pelos governos petistas, com cerca de 20 partidos dividindo quase 39 ministérios.
"Se exauriu o modelo de presidencialismo de coalização, que na verdade era um presidencialismo de cooptação. O sistema político está esgotado", disse.
Segundo o senhor tucano, só a criação de um novo bloco, com a participação da sociedade, seria capaz de criar uma saída para a crise.
No momento, até surgir segunda idéia, compactuo da opinião do senhor Cardoso. Criaremos a alternativa.
Manifestações sim, mas pelo impeachment é muito pouco. Ok, concordo que já é um começo irmos para as ruas.
A participação da sociedade começa em se fazer ouvir.

Nenhum comentário:

Postar um comentário